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        Ó Posídion, grande deus do mar! Dê algum sinal para mostrar que eu sou seu favorito!  Faça um touro branco sair das águas e eu oferecerei um sacrifício!

        Assim fala Minos, diante do altar que ergueu na praia.  Ao terminar sua prece, no meio das ondas cheias de espuma surge um enorme touro branco como a neve, o qual avança calmamente em direção a Minos.  Satisfeito, este volta-se para seus dois irmãos e diz:

        ---  Você estão vendo? Posídon me protege...  Portanto o trono de Creta deve ser meu.

        Os dois homens imediatamente se inclinam diante do novo rei da grande ilha.

        Enquanto se prepara para cumprir sua promessa, Minos olha para o touro e fica tão deslumbrado que pensa:

        "É uma pena sacrificar um animal tão bonito!..."

        Então, manda buscar em seus rebanhos um touro qualquer e oferece-o em sacrificio, em lugar daquele que saíra do mar.  Depois, feliz da vida, Minos volta ao palácio.

        No fundo domar, o temível Posídon fica furioso.  Ao preservar o touro, Minos ofendeu profundamente o deus, que resolve vingar-se.

        Para tanto, usa seus poderes mágicos.  Faz que, alguns meses mais tarde, a mulher do rei Minos dê à luz um monstro, com o corpo de homem e a cabeça de touro - o Minotauro.  Minos fica aterrorizado, sobretudo quando descobre que a horrível criatura alimenta-se principalmente de carne humana. 

        Mas, por sorte, o rei acolheu pouco antes um ateniense muito habilidoso, Dédalo, que é um inventor genial.   Minos manda chamá-lo e, sob ordens do rei, Dédalo e seu filho, Ícaro, começam a construir uma morada para o Minotauro.

        Do cérebro fértil de Dédalo brota a idéia de fazer uma prisão diferente de todas as outras.  Os longos corredores sinuosos e os desvios enganadores tornam impossível alguém orientar-se dentro do prédio.  Quem tivesse a infelicidade de entrar ali jamais conseguiria encontrar a saída.  Bem no centro dessa prisão, esconde-se o Minotauro.  Esse lugar sinistro é batizado Labirinto.bussolared.gif (33117 bytes)

Apenas Dédalo e Ícaro conhecem seu segredo.  Como Minos quer ter certeza de que eles jamais irão revelá-loa alguém, resolve trancá-los no Labirinto.  Para evitar que possam fugir pelo mar, manda vigiar o litoral.  Certo de que Dédalo está para sempre sob seu poder, o tirano sente-se tranquilo.

        Mas Dédalo não se desespera.  Usando sua imaginação criadora, tem uma idéia luminosa.  Manda Ícaro trazer todas as penas de pássaros que achar.  Enquanto isso, constrói armações para dois pares de asas.  Por fim, quando consegue uma quantidade de penas suficiente, costura as grandes na armação e cola as pequenas com cera.  Quando as asas ficam prontas, Dédalo diz a Ícaro:

        ---  Meu filho, vamos sair dessa prisão.  Com nossas asas, atravessaremos o mar e encontraremos refúgio em alguma parte.  Mas é preciso ter cuidado durante a viagem.  Temos de voar pelo meio dos ares.  Se formos alto demais, o Sol nos queimará.   Se formos baixo demais, as ondas poderão molhar nossas asas, e aí elas não servirão para mais nada.

        Ícaro promete seguir os conselhos do pai.

        Os dois dirigem-se a um lugar de onde será fácil levantar vôo e ajustam as asas.  Aproveitando o vento, Dédalo lança-se aos ares gritando:

        ---  Siga-me, Ícaro!  Venha logo!  E não se afaste...

        Como um passarinho que segue o vôo da mãe, Ícaro vai atrás de Dédalo.  No início, desajeitadamente.  Aos poucos, porém, adquire mais confiança.

        Ora batendo as asas, ora planando, pai e filho afastam-se de Creta.  Num instante estão sobre alto-mar.   Ícaro fica zonzo e embriagado pelo prazer de voar, de contemplar a Terra tão pequenina lá em baixo.  Resolve voar um pouco mais alto.  Desobedecendo ao pai, sobe cada vez mais e vai para perto do Sol.

        Mas então os raios ardentes do Sol derretem a cera.  Uma a uma, as penas se soltam e se vão com o vento.  Ícaro não consegue mais voar.  Rodopia, debate-se, bate os braços o mais que pode, mas não adianta nada.  A queda é inevitável: como uma pedra, Ícaro cai e morre.

        Quando Dédalo olha para trás e não vê o filho, fica preocupado.  De repente, vê lá em baixo uma porção de penas, espalhadas sobre a crista das ondas.  De imediato, o infeliz pai compreende o que aconteceu.  Fica voando em círculos sobre o lugar da catástrofe, até qu encontra o corpo de Ícaro e o leva à ilha mais próxima, onde o enterra.   Dédalo dá a essa ilha o nome de Icaria.

        Depois, Dédalo levanta vôo e vai a Cumas, no sul da Itália.  Lá, dedica suas asas ao deus Apolo e constrói-lhe um templo magnífico, de telhado de ouro.  Nas portas de bronze, esculpe cenas que contam toda a história de Minos e a sua.  Depois, parte para a Sicília, onde, bem recebido pelo rei, vive em paz e constrói esplêndidos edifícios.

 

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